5 dicas para fazer o seu salário render mais

Final do mês não precisa ser sinônimo de boletos não pagos, saldo negativo, e cartão de crédito como única opção de pagamento. Tomando atitudes corretas é possível fazer com que o seu salário renda mais, independente de quanto você recebe.

Já parou para perceber que a maioria das pessoas ao nosso redor sentem dificuldade em pagar todas as contas sem ficar em dívida com o salário que recebe? De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio, mais da metade das famílias brasileiras ficaram endividadas apenas no mês de maio desse ano.

Os dados mostram que um dos maiores motivos de endividamento é o cartão de crédito, correspondendo a 78,6% do motivo das dívidas. Mas, analisando cuidadosamente os dados, o problema em si não é o cartão de crédito, mas, sim, uma série de atitudes que o brasileiro toma em sua vida financeira.

Nós trouxemos 5 dicas para você fazer o seu salário render mais, e evitar que você faça parte desse índice de brasileiros endividados. Pequenas mudanças na sua vida financeira afetam diretamente o rendimento do seu salário ao final do mês, e são cruciais para o seu salário render mais. Vejamos:

1. Elabore um orçamento mensal

Um grande erro que muitos cometem é a falta de organização do orçamento mensal. Saber o quanto você ganha por mês, e ter uma “ideia” de quanto vai gastar não é o suficiente para economizar dinheiro. Pelo contrário, enquanto a entrada e saída de dinheiro não definida, é comum a sensação de que o dinheiro nunca é suficiente.

A melhor forma de fazer o seu salário render é elaborando um orçamento mensal. O orçamento mensal pode ser feito através de planilhas gratuitas na internet, ou mesmo em um pedaço de papel. Você deve definir o seu salário líquido, isto é, o salário que realmente cai na sua conta ao final do mês, e a suas despesas variáveis e fixas.

Fazer um cálculo do que sobra do seu salário após descontar a despesa fixa e variáveis evita o endividamento. Através da análise do seu orçamento mensal, você pode identificar as despesas que mais pesam em seu orçamento, quais você pode diminuir e até mesmo retirar.

  • Dica do Financer: pegue um pedaço de papel, divida colunas dos meses, defina a sua renda mensal, as despesas fixas (aluguel, seguro de casa, educação, internet, etc) e as despesas variáveis (água, luz, roupas, alimentação).

1. Evite pagar com o cartão de crédito

O cartão de crédito é a maior causa de endividamento pelos brasileiros, mas é o fator menos evitado quando estamos tentando economizar dinheiro. A falta de dinheiro em nossa conta bancária ao invés de impedir de realizarmos uma compra, muitas vezes é o motivo pelo qual fazemos um cartão de crédito ou usamos ele.

Apenas nesse ano, os juros de cartão de crédito se aproximaram de 300% ao ano. Essa modalidade de crédito apresenta a maior taxa de juros do mercado. Em outras palavras, qualquer dificuldade em pagar as faturas em seu vencimento, pode transformar uma pequena dívida em uma bola de neve.

Dessa forma, a melhor alternativa é pagar à vista, ou juntar dinheiro para conseguir adquirir o serviço ou produto desejado. Um café, um lanche, ou uma blusa, podem não parecer significantes em nosso bolso, mas durante um mês esses pequenos gastos feitos através do cartão colaboram para o endividamento.

  • Dica do Financer: Sempre que possível pague à vista! Muitas vezes os estabelecimentos oferecem descontos para quem paga a vista ao invés do cartão de crédito. Caso contrário, você pode tentar negociar o preço.

3. Defina metas financeiras

Na história da Alice no País das Maravilhas, ela indaga ao gato para qual caminho ela deve seguir. O gato, então, afirma que a resposta depende do lugar para onde quer ir. Ela responde que não sabe, e ele então diz “se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.”

Esse pequeno trecho explica o porquê estabelecer metas é importante.

O significado de “render” o salário será diferente dependendo da sua meta. Talvez para algumas pessoas o salário está rendendo quando conseguem pagar todas as contas, para outras quando é possível investir 10% em aplicações. Mas, você precisa identificar o que isso significa para você, assim você será capaz de analisar o seu sucesso em economizar dinheiro.

Definir qual é o seu objetivo ao fazer o seu salário render ao final do mês é primordial para que você faça um planejamento eficiente e se sinta motivado. Vamos supor, por exemplo, que a sua meta financeira seja simplesmente quitar uma dívida. Sabendo disso, você identificará o quanto você precisa economizar ao final do mês e para onde o dinheiro está indo. Toda vez que você pensar em gastar esse dinheiro, lembrará da sua meta.

  • Dica do Financer: Escreva em um papel todas as metas que você gostaria de alcançar esse ano. Não deixe de escrever até a meta mais ambiciosa, como comprar uma casa ou carro. Depois, organize as metas em ordem de PRIORIDADE. Trace um plano de médio a longo prazo para alcançar a de maior urgência.

4. Separe uma parte do salário para investir

Investir é uma etapa fundamental da educação financeira. Nós recomendamos que o investimento seja feito para você transformar as metas de médio a longo prazo em realidade.

Poupar ao menos 10% de nossos rendimentos para fazer um investimento vai impactar o nosso futuro. Ainda que pareça pequena essa porcentagem, inicialmente 10% é o suficiente para criar um hábito positivo em nossa vida financeira. Em longo prazo, 10% pode significar uma reserva suficiente para uma emergência, entrada no pagamento de uma moto, ou uma aposentadoria mais tranquila.

Investimentos de renda fixa, como o CDB e Tesouro Direto, é uma ótima opção para quem quer investir com segurança. Você não precisa investir uma grande quantia na bolsa de valores para usufruir dos benefícios de investimento. Converse e leia sobre as diferentes formas de investimento para a sua realidade.

  • Dica do Financer: Nós te desafiamos a investir 10% do valor que for economizado ao final do mês. Não importa o quanto o seu salário rendeu, não deixe de investir 10% por um período de um ano. Veja os resultados positivos, e continue investindo.

5. Compare preços antes de comprar

Não tem como falarmos de economizar dinheiro sem mencionarmos a importância da pesquisa e comparação de preços antes de fazer uma compra!

Talvez uma simples mudanças de comprar frutas e verduras na feira ao invés do supermercado faça uma diferença substancial em como o seu salário vai render. Por força do hábito, compramos onde é mais conveniente e próximo de onde moramos. Mas, pequenas economias de gastos frequentes, como alimentação, podem fazer diferença ao final do mês.

Evite comprar um produto ou contratar um serviço sem antes pesquisar ao menos o que outros dois competidores cobram. O maior vilão no momento de fazermos compras é a pressa. Em grandes datas comemorativas, como o natal, deve-se ter uma atenção redobrada na comparação de preços!

Embora todas as lojas queiram lucrar na venda de seus produtos, haverá uma diferença na cobrança do mesmo produto, porque um preço menor pode atrair mais clientes. Sempre analise o custo e benefício de onde você está comprando.

  • Dica do Financer: Utilize sites e aplicativos de comparação de preços de produtos. No Financer, por exemplo, nós comparamos a taxa de juros de empréstimos de diferentes instituições financeiras para você.