Empréstimo ou financiamento: qual a melhor opção?

Comprar um imóvel com o próprio dinheiro guardado é uma realidade ainda longe da maioria dos brasileiros. Uma das primeiras questões que surgem ao ser cogitado adquirir uma casa própria é: qual a melhor alternativa para conseguir crédito? O financiamento imobiliário é o tipo de crédito mais escolhido entre quem adquire a casa própria, mas não necessariamente a melhor opção.

Entenda qual é a diferença entre um empréstimo e financiamento imobiliário antes de decidir qual dessas modalidades você vai contratar. A taxa de juros deve ser comparada, mas existem outros fatores que podem fazer a diferença para você.

1. Taxa de juros

O primeiro aspecto que deve ser analisado pelo consumidor antes de contratar qualquer empréstimo é a sua taxa de juros. O empréstimo é um contrato entre o indivíduo e uma instituição financeira, na qual é concedido um determinado valor ao consumidor, que deverá ser pago ao banco posteriormente, acrescido de juros. Ou seja, quanto maior a taxa de juros, mais oneroso o empréstimo.

O empréstimo pessoal tem a taxa de juros maior do que a do financiamento, pois o risco de inadimplência sofrido pela instituição financeira é maior. Não há necessidade da comprovação da finalidade e destino do empréstimo concedido, o que trás uma incerteza ao banco de seu pagamento. Enquanto no financiamento as taxas de juros são menores, pois o financiamento requer uma finalidade específica e, na falta de pagamento, o banco tem a garantia do imóvel.

2. Valor liberado

O valor concedido no empréstimo pessoal depende da análise de crédito feita pela instituição financeira. Na análise de crédito é analisado o perfil do consumidor, o cadastro em órgãos de proteção ao crédito, e a capacidade de pagamento. De acordo com a análise de risco, o valor será determinado pelo banco.

No financiamento o valor liberado para o consumidor é geralmente maior do que o do empréstimo pessoal. Entretanto, a análise de crédito é mais burocrática e rigorosa. É solicitado certidões negativas de débitos federais dos cônjuges, balanço patrimonial, informações essenciais sobre o imóvel.

3. Finalidade do empréstimo

Esse é um aspecto que o empréstimo pessoal e o financiamento de imóvel se diferenciam muito entre si. O valor liberado pelo empréstimo pessoal pode ser destinado a qualquer fim, ou seja, o indivíduo não precisa comprovar a finalidade da solicitação de empréstimo. Em consequência a burocracia da análise de crédito é menor, e as taxa de juros mais alta.

Por sua vez, o financiamento de imóvel exige a comprovação da finalidade do empréstimo, razão pela qual o indivíduo deve levar informações sobre o imóvel quando fizer a proposta de financiamento. Por conta da análise de crédito requerer mais documentos de comprovação, o processo é mais burocrático, e as taxas de juros menores.

4. Consequência da inadimplência

Afinal, qual é a consequência da falta de pagamento do empréstimo pessoal e financiamento? No empréstimo pessoal, você se compromete a pagar as prestações do empréstimo, entretanto, na maioria dos casos, não há garantia para a instituição financeira. Isto significa que, no primeiro momento, a falta de pagamento te cadastra em órgãos de proteção ao crédito, mas não a retomada do imóvel.

Já a inadimplência no pagamento das prestações de um financiamento, desencadeia a retomada do imóvel. No contrato de financiamento, o indivíduo dá como garantia o próprio imóvel que está pagando na hipótese de não cumprir o contrato. A partir da terceira parcela consecutiva não paga, os bancos podem retomar o imóvel através da instituição “alienação fiduciária”.